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Terapia de reposição hormonal, uma mudança importante


O que exatamente está mudando:


  • O FDA comunicou que vai orientar os fabricantes a removerem o aviso mais severo (rotulado em caixa preta) que aparecia em muitos medicamentos hormonais para menopausa, incluindo formas de estrogênio, ou estrogênio + progesterona. U.S. Food and Drug Administration+2AP News+2

  • Esse aviso se baseava principalmente em estudos antigos como o da Women’s Health Initiative, que associava HRT (hormone replacement therapy) a riscos como câncer de mama, trombose e doenças cardiovasculares, especialmente em mulheres mais velhas. TIME+1

  • O FDA não está removendo todos os avisos, por exemplo, para terapia com estrogênio-sozinha (em mulheres sem útero) ainda haverá avisos relativos a risco de câncer de endométrio. AP News+1

  • A mudança visa permitir que médicas e pacientes façam discussões mais individualizadas sobre benefícios/risks da hormonoterapia, em vez de barreiras quase automáticas. Yahoo!+1.


Por que isso importa (e o que permanece sob cautela)

Importância:


  • Pode abrir espaço para que mais mulheres considerem terapias hormonais se estiverem em fase de menopausa/perimenopausa e estiverem bem de saúde, com menos medo associado ao “rótulo” de risco.

  • Ajuda na abordagem mais integrada da saúde feminina, onde a qualidade de vida, sintomas como fogachos, sono, mudanças de humor, osteoporose, podem ter mais opções terapêuticas seguras.

  • Como terapeuta holística, representa um afrouxamento regulatório que pode permitir sinergias entre medicina convencional e abordagens complementares, sempre no cuidado individualizado.


Ainda sob cautela.


  • Embora o “avisão em caixa preta” seja removido, não significa que todos os riscos desapareceram. A decisão de iniciar hormonoterapia ainda deve considerar idade da paciente, momento da menopausa (quanto mais cedo, geralmente menor risco), histórico de câncer, trombose, doença cardiovascular. The Times of India+1

  • Forma de administração, dose, duração e perfil da paciente importam muito, “quando” e “como” são essenciais.

  • Como terapeuta holística, isso reforça que ainda faz sentido trabalhar com estilo de vida, alimentação, suporte emocional, abordagens integrativas, além de qualquer terapia hormonal.


Como isso se conecta com sua abordagem holística


Dado seu foco em autoconhecimento, cura quântica e tratamentos naturais, aqui vão alguns “temas de conexão” que podem trazer mais conhecimento para quem é leigo no assunto.


  • Empoderamento da mulher no seu ciclo de vida: A mudança regula permite que você ajude mulheres a entenderem seu corpo na menopausa como fase de transformação, com opções mais amplas, menos estigma, e mais escolha consciente.

  • Sinergia corpo-mente-espírito: Mesmo que a terapia hormonal seja considerada, sempre há espaço para praticar: meditação, trabalho com energia, alimentação anti-inflamatória, circulação, suporte hepático, vitalidade geral. A hormonoterapia não substitui isso ela pode ser complementar.

  • Avaliação individualizada: Assim como você acredita que doenças começam no “espiritual” para se manifestarem no físico, boa prática será sempre: avaliar a mulher como um todo, mente, emoções, hábitos, ambiente, alimentação e então considerar se hormonoterapia faz sentido nesse contexto.

  • Educação e consciência: Como muitos rótulos antigos assustavam pacientes, agora é hora de fornecer informação clara, baseada em evidências, para que decisões sejam feitas com consciência, não por medo nem por dogma.


E você deve estar se perguntando, o que mudou agora?


Essa é justamente uma das grandes implicações dessa mudança do FDA.O tema é delicado, mas está passando por uma revisão profunda, especialmente à luz de novos estudos que mostram que nem toda terapia hormonal é perigosa para quem teve câncer, dependendo do tipo de câncer, da terapia utilizada e da individualidade de cada paciente.

Vamos detalhar isso com base nas evidências mais recentes e no novo posicionamento do FDA e de sociedades médicas.


Durante quase 20 anos, a recomendação era evitar qualquer reposição hormonal em pacientes com histórico de câncer, especialmente de mama, ovário e endométrio.Isso vinha dos resultados antigos do estudo Women’s Health Initiative (WHI) (2002), que mostrava maior risco de câncer de mama com estrogênio + progesterona sintéticos (Prempro).


Mas esses estudos tinham grandes limitações:


  • As mulheres analisadas tinham em média 63 anos (ou seja, iniciaram a reposição muitos anos após a menopausa).

  • A maioria usava hormônios sintéticos orais, não bioidênticos, nem transdérmicos.

  • Não havia estratificação por tipo de câncer, receptor hormonal ou momento da vida.


Agora, novas pesquisas mostram que:


  • Hormônios bioidênticos, em doses fisiológicas e iniciados precocemente (logo após a menopausa), podem ser seguros para muitas mulheres, inclusive algumas com histórico de câncer.

  • método de administração (transdérmico, vaginal, etc.) muda completamente o risco, por exemplo, estrogênio em gel ou adesivo não aumenta risco de trombose nem altera significativamente o perfil hepático.

  • tipo de câncer e receptor hormonal são determinantes: por exemplo, mulheres que tiveram câncer de mama receptor negativo podem, em alguns casos, ter reposição hormonal supervisionada.


Pacientes oncológicos, o que já está sendo revisto


Casos em que já há abertura para considerar reposição


  • Mulheres com histórico de câncer não hormonodependente (como alguns tipos de linfoma, câncer de cólon, pulmão, ou mesmo mama triplo negativo).

  • Mulheres curadas há muitos anos, com seguimento oncológico estável.

  • Casos de atrofia vaginal grave, osteoporose, insônia ou depressão severa em que o benefício supera o risco.

  • Uso local (vaginal) de estrogênio de baixa dose para sintomas geniturinários, que praticamente não tem absorção sistêmica e já é aceito por muitas sociedades médicas, nclusive para mulheres com histórico de câncer de mama, quando não há outra opção eficaz.


Casos que ainda exigem extrema cautela


  • Cânceres receptor hormonal positivo (ER/PR+), especialmente de mama e endométrio.

  • Mulheres ainda em tratamento oncológico ativo ou em uso de bloqueadores hormonais (como tamoxifeno ou anastrozol).

  • Reposição feita sem controle médico, com compostos de origem duvidosa ou sem exames de base.


Caminho integrativo e consciente


Essa abertura da FDA e de sociedades médicas (como a North American Menopause Society e a Endocrine Society) está reaproximando o olhar da medicina convencional e da medicina integrativa, pois reforça algo que eu sempre acreditei profundamente.


Cada corpo e cada história pedem uma abordagem única.


Assim, o ideal para pacientes oncológicos é:


  1. Avaliação multidisciplinar: oncologista + ginecologista + terapeuta integrativa.

  2. Basear-se em exames hormonais, hepáticos e marcadores tumorais atualizados.

  3. Usar doses fisiológicas, preferencialmente bioidênticas e transdérmicas (adesivo, gel ou creme).

  4. Acompanhar evolução com atenção ao emocional, ao padrão de sono, alimentação e qualidade de vida.


Em síntese


O que o FDA está sinalizando é:


“Não podemos mais tratar todos os hormônios como vilões, o risco depende da dose, da forma, do tempo e da paciente.”


Isso não significa que toda mulher com câncer possa fazer reposição, mas sim que o tabu está caindo por terra , e a decisão deve ser individualizada e consciente, com equilíbrio entre ciência e sabedoria corporal.


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