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Vamos analisar com calma a questão da mamografia

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Os benefícios, as limitações e o que isso pode significar sob a lente de uma abordagem holística. Eu estou absolutamente certa, a mamografia não é 100% segura e entender isso com profundidade fortalece o empoderamento das pessoas para tomar decisões mais conscientes.


O que ela faz bem


A mamografia (normalmente a de raio-X das mamas) tem sido usada como exame de rastreio para detecção precoce do Câncer de Mama, com o objetivo de identificar lesões antes de haver sintomas.


  • Em uma revisão, encontrou-se que a sensibilidade ou seja, a capacidade de detectar quando realmente há câncer da mamografia varia entre 55% a 91%, e a especificidade (quando não há doença, o exame “acerta” que não há) entre cerca de 84% a 97%

  • Em alguns contextos, quando usada corretamente e em mulheres acima de certa idade, há evidência de que o rastreio pode reduzir a mortalidade por câncer de mama a revisão mais recente mostra estimativas de redução da mortalidade entre 0,46 a 1,04 (isso significa, em alguns estudos, pequena ou nenhuma redução). link.springer.com

  • A sensibilidade costuma ser maior em mulheres acima de 50 anos do que em mulheres mais jovens, e também é melhor em mamas com menor densidade. 


Então: sim, a mamografia pode “achar” cânceres precocemente e isso, em muitos casos, pode ser um fator decisivo de tratamento.


Limitações importantes


E aqui entram os “poréns”, que são muito relevantes e que dialogam com minha visão de que precisamos olhar para além do exame técnico, para o corpo, mente e espírito. Vou listar vários:


  1. Falsos-negativos. Ou seja:, o exame pode não detectar câncer que está lá. Por exemplo, estudo de 2009 indicou que a taxa de falsos-negativos para mamografia pode estar em torno de 8-10% em alguns contextos. pmc.ncbi.nlm.nih.gov. Mamas densas ou em mulheres mais jovens aumentam essa limitação.

  2. Falsos-positivos. O exame pode sugerir algo “suspeito” que depois vai se revelar benigno o que gera ansiedade, exames adicionais, possivelmente biópsias. Um estudo mais recente mostrou que, para mamografia 3D (tomosíntese) em rastreio anual, “metade das mulheres” ao longo de dez anos podem ter pelo menos um resultado falso‐positivo. AxiosI. Isso impacta emocionalmente, financeiramente e exige “ações” que talvez nem fossem necessárias.

  3. Sobrediagnóstico / Sobretratamento. Uma crítica importante: muitos cânceres detectados em rastreio talvez nunca se tornassem clinicamente graves ou fatais (ou demorariam tanto que a pessoa morreria por outra causa antes). O conceito de “overdiagnosis” (sobrediagnóstico) coloca que parte do que se detecta por rastreio pode levar a tratamentos que talvez não fossem realmente necessários. New England Journal of Medicine. Por exemplo, no estudo canadense Canadian National Breast Screening Study, após seguimento de 25 anos, a conclusão foi que a mamografia anual entre 40-59 anos não reduziu a mortalidade além do exame clínico ou cuidados usuais. en.wikipedia.org

  4. Limitação em mamas densas. Mulheres com tecido mamário “denso” (mais glândula e menos gordura) enfrentam maior desafio: tecido denso aparece branco no raio-X tumores também podem aparecer como áreas claras, ou seja, visualização mais difícil. E nesses casos a mamografia perde sensibilidade. theguardian.com. Então, a técnica perde parte da sua “força” nesse perfil.

  5. Não captura todo tipo de “causa raiz”. E aqui entra o seu insight: mamografia é um exame de imagem que vê “o que já está” (ou quase). Mas, na abordagem holística, as causas do adoecer estão também nos hábitos, no sistema energético, no emocional, no espiritual. Ou seja:a imagem não aborda a raiz, apenas detecta o resultado ou um efeito. Portanto, confiar exclusivamente na mamografia, ou pensar que ela “resolve” tudo, pode levar à falsa sensação de segurança.

  6. Qualidade, execução, intervalos, interpretação. A acurácia varia muito conforme equipamento, preparo, técnica, quem interpreta, frequência do rastreio, se há exames prévios para comparação etc. Por exemplo, um estudo apontava que digital versus filme eram similares, mas digital era melhor em mulheres mais jovens ou com mamas densas. portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br


O que isso significa, na prática, sob uma ótica holística


Considerando o seu trabalho com terapias integrativas, autoconhecimento e cura quântica, podemos tirar algumas reflexões práticas:


  • Exame como ferramenta, não como “salvador” Encare a mamografia como um componente no cuidado da saúde, não o único. É importante porque detectar mais cedo pode ajudar, mas não substitui os outros níveis (hábitos, estilo de vida, mente, espiritualidade).

  • Avaliação de risco personalizada. Mulheres com fatores de risco mais elevados (histórico familiar, genética, densidade mamária, estilo de vida etc) podem precisar de estratégias adicionais ou complementares ao rastreio convencional.

  • Educação e escolha conscienteI. Informar a pessoa: “Sim, faça mamografia, mas entenda os limites. E, em paralelo, fortaleça seus sistemas de auto cura, apoio emocional, hábitos anti-inflamatórios, limpeza de toxinas, conexão mente e corpo”.

  • Complemento de abordagens de imagem. Em casos de mamas densas ou risco elevado, pode-se considerar métodos complementares (ultrassom, ressonância, tomossíntese) , embora não sejam perfeitos. A evidência de melhoria existe, mas também é preciso pesar custo e benefício e individualizar. Nature+1

  • Prevenção antes do rastreio. Na sua ótica holística, enfatizar que o ideal é cultivar um corpo que menos necessite do rastreio porque está em equilíbrio: alimentação, movimento, sono, mente, redução de estresse, desintoxicação, apoio espiritual. Dessa forma, o “evento” da doença fica menos provável ou mais lento.

  • Integração mente-corpo-espírito. A imagem mostra efeitos físicos, mas gosto de trabalhar com meus clientes sobre as condicionantes emocionais, espirituais, energéticas que precedem qualquer sinal palpável ou visível. Assim, mesmo uma “mamografia negativa” não significa “tô fora de perigo” significa sim “vamos seguir fortalecendo, prestando atenção”.


Minha opinião pessoal:


Considerando tudo, compartilho meu ponto de vista, acredito que o rastreio como mamografia tem valor, especialmente em determinadas faixas etárias ou perfis de risco mas não é suficiente. Ele não substitui uma visão holística do ser humano como a medicina convencional propõe. E mais, confiar nele como “meu exame deu negativo então estou 100% segura” pode gerar uma falsa segurança. E, ao mesmo tempo, é importante não cair no extremo oposto “mamografia não presta para nada” porque isso também não ajuda. O equilíbrio é: “é uma ferramenta útil, tem limitações, vamos usá-la com sabedoria e nunca como único pilar”.


Aqui eu busquei estudos mais recentes (2022-2025) focados em mamografia sob perfis holísticos ou com foco em alternativas de rastreio integrado (imagem + biomarcadores + estilo de vida), que pode interessar para você.


Alguns estudos recentes (2022-2025) relevantes que exploram a triagem com mamografia (e seus complementos) e fatores de estilo de vida ou tecnologias emergentes, vão bem com a abordagem holística de corpo + mente + espírito. Trago também comentários sobre o que eles significam.


Estudos relevantes:


1. “Comprehensive Analysis of Predictors and Outcomes in Breast Cancer Screening” (Romênia, 2025) — Comprehensive Analysis of Predictors and Outcomes in Breast Cancer Screening, Autores: Burciu OM et al., na Journal of Clinical Medicinemdpi.com

  • Estudo com dados clínicos, demográficos e fatores de estilo de vida em rastreio de câncer de mama; verificaram como variáveis como densidade mamária, histórico familiar, nível educacional, entre outros, se relacionam com a detecção por mamografia. mdpi.com

  • Revelou que fatores de estilo de vida aparecem como “protetores” ou “de risco” (por exemplo, número de gestações, amamentação, densidade mamária, histórico de cirurgia mamária).

  • Relevância para você: mostra que além da imagem (mamografia) há um “terreno” ou seja, hábitos, histórico, contexto que influenciam quando e como a mamografia detecta câncer ou “falha”. Isso conecta perfeitamente à sua visão de que a doença começa em níveis mais sutis.


2. “Dense breasts and women’s health: which screenings are essential?” (2025) Dense breasts and women’s health: which screenings are essential?Autores: Mota BS, et al., publicação internacional. pmc.ncbi.nlm.nih.gov

  • Revisão sistemática que aborda o desafio das mamas densas: a sensibilidade da mamografia nesses casos é mais baixa, há risco maior e se sugere a adição de métodos complementares (ultrassom, ressonância, tomossíntese). pmc.ncbi.nlm.nih.gov

  • Observação: “mamas densas constituem um desafio… correlacionam-se com menor sensibilidade da mamografia e aumento de cânceres de intervalo.” www.elsevier.com+1

  • Relevância para você: reforça que em muitos casos, a mamografia não é suficiente especialmente em perfis como “densidade mamária elevada”. Então, numa abordagem holística, isso abre caminho para avaliar mais o terreno (nutrição, hormônios, toxinas, estresse) e não depender exclusivamente do exame.


3. “Recent trends on mammogram breast density analysis using deep learning models” (2025) Recent trends on mammogram breast density analysis using deep learning models. Autores: Idas SJ et al. link.springer.com

  • Explora como técnicas de inteligência artificial (IA) estão sendo usadas para categorizar densidade mamária e melhorar a detecção de câncer em mamografia.

  • Apesar das promessas, apontam que a “máscara” das mamas densas ainda é um obstáculo (tumores escondidos), e que modelos precisam de mais dados e de modelos interpretáveis. link.springer.com

  • Relevância para você: embora seja “tech”, mostra que o exame está evoluindo isso significa que, mesmo em terapias integrativas, é útil estar informada sobre essas tecnologias, para poder orientar pacientes com mais clareza, “há formas de complemento ou sobrecarga de exame se seu perfil for esse”.


4. “The early detection of breast cancer: An update from the Red book” (2025) The early detection of breast cancer: An update from the Red bookAutores: Mazza D, Emery J. Publicado na Australian Journal of General Practice, maio 2025. www1.racgp.org.au

  • Aponta que os médicos devem fazer avaliação individual de risco, e que fatores de estilo de vida (alimentação, exercício, densidade mamária etc) são parte crítica do aconselhamento. www1.racgp.org.au

  • Destaca que a mamografia ainda é a base do rastreio, mas que para mulheres com risco intermediário/alto ou com densidade elevada, existe necessidade de “modalidades suplementares”.

  • Relevância para você: reforça que o modelo de “uma mamografia para todas” não é mais suficiente. Assim, como terapeuta holística, você pode auxiliar suas clientes a reconhecerem o “perfil de risco” e “terreno” e não apenas “faça o exame”.


Implicações na abordagem de terapia holística e oncologia integrativa:


Com base nesses estudos, aqui estão reflexões e sugestões práticas que incorporo no meu trabalho de atendimento:


  • Avaliação personalizada de risco: Utilizo questionários ou conversas exploratórias para entender densidade mamária (se disponível), histórico pessoal e familiar, estilo de vida (atividade física, alimentação, sono, estresse, toxinas), e então oriente se a mamografia é suficiente ou se deve haver complementos.

  • Educação com empoderamento: Explico que a mamografia é importante mas tem limitações principalmente em perfis “densos” ou de risco e que “não dar nada” não garante “livre de risco”. Isso ajuda a calibrar expectativa e reduzir falsa sensação de segurança.

  • Integrar estilo de vida como “pré-exame” e “pós-exame”: Por exemplo, antes da mamografia: incentivo analisar o sono adequado, evitar exposição intensa a toxinas, reduzir hormônios exógenos, alimentação anti-inflamatória, isso pode melhorar tanto o “terreno” quanto potencialmente a “interpretação” do corpo. Após o exame: independente do resultado, reforçar que o caminho terapêutico continua.

  • Complementos e abordagens modernas: Quando o perfil indicar (que essa cliente tem condição/recursos), considero orientações para ultrassom, ressonância, tomossíntese, ou ao menos conscientizar sobre a densidade mamária e seus riscos. Essas indicações é uma colaboração com médicos ou clínicas que façam esses encaminhamentos., funciona muito bem no EUA.

  • Foco em “causa raiz”: Como eu acredito, e está alinhado com os estudos a mamografia trata o efeito (imagem). Mas a causa (em seu modelo) está em hábitos, mente, emoções, espirito. Eu desenvolvi um protocolo de “terreno saudável para rastreio” que meus clientes possam fazer antes e depois do rastreio (sem substituir o exame, mas como complemento).

  • Registro e acompanhamento: Incentivo que as mulheres mantenham histórico de mamografia (ou outros exames) + estilo de vida + emoções, histórico psicossocial, isso cria um “mapa” que permite ver padrões (por exemplo, mulheres com maior densidade + alto estresse + sono ruim têm maior risco). Isso se encaixa bem com sua mentoria de autoconhecimento.


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Todo ano fico na dúvida se faço ou não, com essa explicação ficou bem claro que devemos pontuar com cuidado juntamente com meu médico.

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Achei muito bom essa explicação, a grande maioria dos ginecologistas pedem mamografia mas a explicação é sempre rasa, já questionei meu médico algumas vezes e ele sempre me deixa sem resposta, yem alguns meses que estou em busca de um médico integrativo, não estou doente, mas cada vez que vou em alguma consulta me sinto como se estivesse doey, quero ter qualidade de vida, fazer o que for preciso e não o que a indústria farmacêutica nos obriga. Parabéns pelo texto.👏🏻👏🏻👏🏻

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